top of page
Buscar

ENTREVISTA COM O MI ROBERTO MOLINA – Reprodução

Entrevista com o MI Roberto Junio Brito Molina.





Entrevista com o MI Roberto Junio Brito Molina.

Por: Emídio José Alves de Santana (Professor de Xadrez)

Uma grande promessa do xadrez nacional surge em Minas Gerais, nascido em Belo Horizonte e torcedor fanático do Cruzeiro.

O MI Roberto Molina vem conseguindo seu espaço na arte de Caíssa, através dos seus títulos.

Sagrou-se campeão Brasileiro Universitário de xadrez rápido em 2004. Conquistou recentemente o tricampeonato Mineiro. (2006/2008/2011). Sagrou-se campeão do forte Open de Xadrez de Batatais-SP, em sua segunda edição.

Ele caminha a passos largos para chegar a ser um Grande Mestre Internacional.  

1- Quando e como começou a engatinhar no xadrez?

–  Com 7 anos aprendi com meus pais a mexer as peças, com 12 comecei a ter algumas aulas esporádicas com Júlio Lapertosa, mas foi com 15 anos mesmo que comecei a me dedicar de verdade, sendo guiado por Júlio.

2- O que a pessoa do Professor Júlio Lapertosa representa para você?

  –   Representa muito na minha vida, considero o meu pai no xadrez, amigo, psicólogo, professor de xadrez e claro também um grande amigo que me ensinou e ensina muitas coisas não só no universo do xadrez, mas principalmente da vida.

3 – Você acha que acertou ao deixar o curso de Engenharia Mecânica na faculdade, para abraçar a sua carreira enxadrística?

  –   Acho que demorei foi a decidir sair, mas a saída acho que foi uma escolha acertada, talvez eu devesse era ter escolhido um curso menos estafante, mas em breve espero voltar a faculdade, desta vez fazendo algo não tão penoso.

4 – Fale dos seus títulos mais importantes conseguidos nas várias  competições que disputou?

  –   Destaco o título no Brasileiro Universitário em 2004, 3º lugar no Pan-americano Universitário no mesmo ano de 2004 e o tricampeonato mineiro nos anos de 2006, 2008 e 2011.

      E principalmente o título de MI que abriu e vem abrindo várias portas para mim!

5– Qual foi a sua maior alegria no xadrez?

   –  É difícil dizer exatamente qual foi a maior alegria, mas acho que tenha sido quando fiz a terceira norma de MI em uma Final de Brasileiro no ano de 2009, logo após acabar a partida que me deu a norma definitiva, meu coração parecia querer sair pela boca (rs).

6- Pelo fato de ser um Cruzeirense fanático, a sombra do rebaixamento lhes tirou do sono?    

   – Com certeza, mas eu não tinha dúvida (apenas um pequeno receio) de que o Cruzeiro tinha time suficiente para sair da situação.

7 – O que você acha do Xadrez Escolar?

    – Acho que no Brasil já se desenvolveu bastante, mas ainda precisa de muito mais, podia seguir um exemplo bem próximo aqui mesmo na América do Sul, o Peru!

8 – Em que nível está o Xadrez Brasileiro no âmbito mundial?    

   –  Acho que somos ainda apenas espectadores das grandes competições, mas quem sabe algum dia os possíveis apoiadores acordem e possam enxergar bem o xadrez no Brasil.

9- Quem em sua opinião foi o melhor enxadrista de todos os tempos, no Brasil e no mundo?

   –  No Brasil, acho que o Mecking foi o que chegou mais longe disparado, mas também temos, Vescovi, Milos e Leitão que conquistaram inúmeros torneios no Brasil, e acho que Fier poderá se destacar também ao lado destes, quem sabe colocar 2700 de rating.

     No mundo, Kasparov sem dúvida, mas Karpov também foi incrível só que ao jogar mais de 100 partidas nos matches com Kasparov acabou ensinando para ele os atalhos do jogo.

10- Vejo que você tem duas paixões desportivas. O Xadrez e o Tae-Kown-Do. Se por acaso você tivesse ao mesmo tempo uma decisão de título mundial pelo Tae-kown-Do e um torneio onde você ganharia a norma de GM. Qual a competição que você escolheria?

  –  Decisão difícil, mas acho que escolheria o título mundial, porque a norma, poderia vir em um próximo torneio, pois se a pessoa tem a força para tal feito, ela pode conseguir em um torneio ou em outro, mas uma disputa de título mundial não funciona neste raciocínio, é mais do momento mesmo da pessoa. Se fosse uma disputa de título mundial, daí sem dúvida daria preferência ao xadrez, porque é o meu foco principal.

11- Fale da sua fragorosa vitória sobre o GM Alexander Fier?

  –   Foi uma vitória que não esperava, pois com um empate mesmo de brancas já estaria bem satisfeito, mas no decorrer da partida acho que fui me animando a buscar algo mais, e com isto consegui a primeira vitória contra um jogador acima de 2600 (no caso 2653 eu acho).

12– O caminho para se chegar a GM é longo. Como está sendo seu planejamento preparatório para ser um detentor desse titulo?

    – Treinar, treinar e treinar, mas também acho que tenho que trabalhar melhor minha parte psicológica contra os jogadores mais fortes. Acho que estou no caminho, só não sei quando virá a primeira norma, mas luto para que seja o mais rápido possível.

13 – O garoto Álvaro Cristiano, que você treina, é um talento e já coleciona 5 títulos nacionais. Você ver nele um futuro promissor no xadrez brasileiro?

    –   Sim, mas vai depender principalmente dele ser um forte jogador. Para chegar a isto, ele tem que ir se dedicando e aprofundando cada vez mais na arte do jogo! Acho que ele pode ir longe realmente, se treinar firme cada vez mais!

14- Qual o seu conselho para os jovens que desejam iniciar no xadrez?

     – É que vale a pena treinar xadrez, pois além de ser uma possível profissão para alguns, o principal é que traz inúmeras qualidades para a vida da pessoa. O fato é comprovado em inúmeros estudos e pesquisas realizados.


Fonte: BLOG DO Emídio José Alves de Santana em 2012



2 visualizações0 comentário

Comments