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ENTREVISTA COM ARI MAIA

Foto: Ari Maia

O blog fez uma entrevista com o presidente da FEXEAL.

1. O que você achou do torneio Auriberto Ticianeli?  Resp.:  Achei que o torneio atendeu às expectativas técnicas, pois os melhores jogadores estavam no torneio, que é o mais importante. Claro que eu gostaria que tivesse mais jogadores, mas aumentar o público é algo que se conquista com o tempo e muito trabalho.  2. Qual a maior dificuldade de organizar um evento como esse?  Resp.: A maior dificuldade realmente é a viabilidade financeira. Organizar torneios clássicos sempre demanda mais recursos e, em razão da pouca adesão dos jogadores, cobrir com as inscrições, as despesas mais básicas, como a premiação, por exemplo, é sempre um desafio.  3. Quais são seus planos para o futuro do nosso xadrez alagoano?  Resp.: Tenho mais um ano e pouco de permanência profissional em Alagoas. Depois disso, retornarei pra Brasília, provavelmente. Aceitei o desafio de contribuir com o xadrez alagoano dentro da minha permanência por aqui, de modo natural e espontâneo. Não almejava ser presidente da FEXEAL, mas quando convocado, aceitei de bom coração, assim como havia feito em Brasília e em Fortaleza. Acredito que o nosso maior óbice seja o número de pessoas envolvidas nos aspectos organizacionais do xadrez. Jogar xadrez é a finalidade do nosso movimento, mas disputar competições envolve uma série de demandas, onde o capital humano é figura basilar. Tenho buscado, além de manter um calendário anual ativo e recheado de competições, realizar cursos e pontuar pessoas para atuarem na arbitragem e organização de eventos. Se eu fizesse só isso, me daria por satisfeito. Não quero ver o xadrez alagoano declinar, com a minha saída. Dou como exemplo o xadrez brasiliense: quando assumi a FBX a entidade tinha 11 árbitros formados. Quando saí deixei 31! Resultado, é que o xadrez continua vigoroso por lá e a maior parte dos árbitros em atuação foram formados durante a minha gestão. Outra questão é a parte material e institucional da entidade. Recebi a Federação, sem dinheiro, sem material, sem sede, sem website. Se o meu mandato terminasse agora, poderia dizer que a FEXEAL tem website, material de jogo, sede e mobiliário para atender tranquilamente a um torneio com 30 jogadores. Deixarei a federação melhor que eu encontrei e pronta para alguém assumir minhas funções em plenas condições.  4. Diante da sua experiência o que pode ser feito para o crescimento maior do nosso xadrez ?  Resp.: O nosso crescimento está diretamente relacionado à nossa capacidade de aumentar nossos quadros de árbitros e organizadores. Há que se fazer muito xadrez, de forma descentralizada. Os eventos não precisam ser todos feitos pela FEXEAL. Temos que ter outros organizadores na capital e no interior. Mas isso depende mais da pró-atividade de vocês alagoanos, do que desse cearense retirante. Tenho tentado passado o conhecimento que eu adiquiri nos muitos anos de atividade enxadrística, mas poucos se mostraram dispostos a aprender. Quando eu for, levo minha cabeça junto, e com ela todo o conhecimento.  Entre as pessoas que tem tentado aprender destaca-se o jovem casal Jayme Miranda e Olga Ferreira que desenvolvem um belo trabalho no escolar. Mas isso é muito pouco para quem quer fazer bombar o xadrez no Estado. Precisaremos de uns 10 Jaymes e Olgas para coisa começar a ser elemento de transformação. Tem gente que acha que Federação boa é aquela que faz muitos eventos. Engano: Federação boa é aquele que muitos organizadores fazem eventos e ela fica só gerenciando os choques de calendários de eventos e organiza apenas as competições que apontam o campeão de cada modalidade, além de realizar atividades de capacitação. 5. Quando o xadrez alagoano, como instituição FEXEAL, terá um espaço fixo pra chamar de ‘seu’?  Resp.: Diria que já temos. Assinamos recentemente o termo de seção de uma sala no Estádio Rei Pelé, mas a sala merece uma boa dose de reparos e adequações. Iniciamos hoje, cinco de maio de 2015, a reforma, para deixá-la adequada às nossas demandas. Todo o material já foi comprado e as obras em andamento. Agora é esperar um pouco.  A sala não terá donos, ela pertence ao xadrez alagoano. Sendo assim, quem quiser realizar atividades por lá, com ou sem a federação, basta entrar em contato, que procuraremos atender às demandas.

Observações:

A entrevista está gravada em áudio, e a parte escrita foi revisada pelo Ari Maia.

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